A New Balance passou por uns dias complicados depois das declarações de um dos representantes da marca ter dito que, com Donald Trump no poder, “as coisas vão ganhar a direção certa”, declarações estas que foram retiradas de contexto mas que causaram uma onda de ódio para com a marca. Desta vez, é a Uber que está sob uma chuva de críticas.

O caso deve-se no seguimento dos protestos deste sábado. Milhares de pessoas viajaram até ao aeroporto John F. Kennedy para mostrar o seu descontentamento para com a lei “anti-muçulmanos” e os taxistas também aderiram ao protesto, ficando uma hora sem realizar qualquer transporte. Logo após ficar a saber da mobilização, a Uber realizou uma campanha na sua app e baixou os preços, boicotando a manifestação.

Naturalmente, toda uma nação se uniu para condenar a atitude da Uber, e desde então que a hashtag #deleteuber tem estado entre as mais utilizadas no Twitter – milhares e milhares de pessoas estão a publicar imagens na rede social onde mostram a app da Uber a ser apagada dos seus smartphones. Já a Lyft, serviço concorrente à Uber nos Estados Unidos, saiu ainda mais por cima perante toda esta situação depois de anunciar a doação de um milhão de dólares à American Civil Liberties Uniun “para defender a constituição”.

Numa tentativa de minimizar a situação, Travis Kalanick, CEO da empresa de transporte privado, disse publicamente que iria doar três milhões de dólares aos condutores da Uber afetados com a nova lei, aproveitando para criticar publicamente Donald Trump. Kalanick vai disponibilizar um serviço de apoio 24 horas por dia para ajudar todos os condutores que estejam a tentar entrar no país mas que tenham uma das sete nacionalidades afetadas.

Standing up for the driver community:Here's the email I'm sending to drivers affected by President's unjust…

Publicado por Travis Kalanick em Domingo, 29 de janeiro de 2017

 

A lei “anti-muçulmanos” de Donald Trump foi reprimida também durante os SAG Awards.