Fazer o típico “cavalinho” numa mota é provavelmente a primeira manobra que muitos condutores mais corajosos se atrevem a fazer. Apesar de parecer fácil, é necessário encontrar o equilíbrio perfeito entre o peso da mota, a velocidade e o peso do próprio condutor, fatores que apenas tornam os “cavalinhos” possíveis de executar durante poucos segundos. Ou, no caso deste campeão mundial de Trial, durante mais de uma hora e meia.

O feito foi conseguido por Dougie Lampkin e destaca-se por ter sido realizado na Snaefell Mountain Course, no Reino Unido, um dos circuitos de corridas mais perigosos do mundo – já terão morrido quase 250 pilotos – e onde se realiza o conhecido Isle of Man TT. O percurso conta com mais de 200 curvas e outros pontos de maior alerta para quem se atreve a correr nele e, portanto, a atenção tem mais do que ser redobrada quando este é o palco para realizar qualquer tipo de corridas.

É este o fator que torna o longo cavalinho de 59,5 km de Lampkin tão incrível. O piloto britânico de 40 anos já venceu Campeonatos do Mundo de Trial por 12 vezes e está algo acostumado a manter os pés longe do solo enquanto anda na sua mota, mas fazer isso durante 1h35 foi algo que nunca tinha acontecido até ao dia 27 de setembro, e que o obrigou também a um treino de sete meses.

“Sinto um alívio enorme. A evolução, foram sete meses de treino, por tudo o que passei e ainda por cima tendo em conta o tempo e os ventos que tive de enfrentar no cimo da montanha – mal me estava a aguentar”, confessou Lampkin, que teve o apoio da Red Bull para a tarefa.

Sendo este um percurso que inclui também trecho de estradas públicas, foi necessário não só dar a volta ao vento que se fazia sentir como também ao natural trânsito na estrada. A título de curiosidade, este está longe de ser o maior “cavalinho” na história das motorizadas, já que o detentor do recorde são ainda os 331 quilómetros alcançados por Yasuyuki Kudo, en 1991.

Pode ver em cima o vídeo dos highlights do feito ou, se tiver algum tempo livre, todo o percurso feito pelo piloto em “cavalinho” aqui.