Donald Trump exultou com a vitória dos New England Patriots por 34-28 sobre os Atlanta Falcons na final do Super Bowl. Mas, quando receber a equipa vencedora na Casa Branca, dará por falta – se não der o próprio, algum assessor há-de dar – de, pelo menos, dois jogadores dos vencedores do campeonato de futebol americano, já que Martellus Bennett e Devin McCourty se recusam a ser recebidos pelo presidente dos Estados Unidos.

Ao longo da partida, Trump chegou a publicar mensagens de apoio no Twitter, encerrando com uma bem eloquente em que dizia “Que extraordinária reviravolta e vitória dos Patriots.” Mas nem a expressão da sua paixão pela equipa do Massachusetts parece suficiente para contornar os efeitos dos seus discursos, da sua postura e de algumas das suas medidas. Pelo menos, para Bennett e McCourty.

Martellus Bennett anunciou logo a seguir ao final do jogo que não estaria disponível para marcar presença na Casa Branca. Segundo o Times, Bennett terá declarado que “a América foi construída com base na inclusão, não com base na exclusão“.

Já Devin McCourty terá dito, na segunda-feira, de acordo com o Guardian, que não consegue “imaginar uma maneira de ir lá“:

“A razão fundamental, para mim, é não me sentir aceite na Casa Branca. Com o presidente a ter tantas opiniões rígidas e tantos preconceitos, acredito que algumas pessoas se sintam aceites mas outras não.”

Já anteriormente, durante o hino americano que antecede os jogos, ambos os jogadores tinham erguido o punho direito em manifestações de apoio ao protesto anti-Trump iniciado pelo quarterback dos San Francisco 49ers Colin Kaepernick, que remete para o histórico protesto black power das olimpíadas de 1968, no México, protagonizados no pódio da corrida dos 200 metros pelos atletas afro-americanos Tommie Smith e John Carlos.

Não se sabe, até ao momento, se a administração Trump conseguirá encontrar jogadores alternativos para os lugares deixados vagos.