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Oct 10, 2016 | Estilo, Eventos

Parece muito? Não é. São frames redutores para tudo o que aconteceu em três dias de ModaLisboa. Porque uma semana de Moda não se faz de uma passerelle.

Nem sequer das quatro a que este ano o evento teve direito: entre o Pátio da Galé, a Praça do Município, o Museu da Marinha e o showroom da Maserati, o guarda-roupa de 7 a 9 de outubro teve etiqueta nacional. E é verdade que a ModaLisboa perdeu nomes no calendário – nomes cuja ausência não passou despercebida -, mas nem por isso diminuiu o esforço e o trabalho de quem lá estava.

Quem lá estava, continuou a fazer correr modelos nos bastidores que desfilavam depois com assertividade na passerelle. Quem lá estava, não deixou de pensar no mise-en-scène, como o pó que saltava das meninas western em Dino Alves, o fado da Mariza em Olga Noronha, os modelos sem rosto de Ricardo Andrez, as flores de Bardot que Faísca atirou para as bancadas no final da apresentação ou o set de Alex D’Alva Teixeira a tocar Heart of Glass sob uma bola de espelhos em Luís Carvalho. Quem lá estava, continuou a ocupar da primeira à última fila com olhar atento ou a dar os primeiros passos num Sangue Novo promissor.

Quem lá estava, confirmou-se como criador português de excelência (sim, Patrick de Pádua, o LAB fica-te bem). E quem lá esteve ficou a sentir a falta de quem não lá estava.

É preciso crescer e mudar? É. Mas, primeiro, é ficar com esta galeria, que mostra a honestidade de uma edição na qual quem estava, “estava(mos) juntos”.